DE VOLTA A OS ESTUDOS ( PREPARAÇÃO PARA CONCURSOS)

1-Cirurgia torácica:
 Problemas possíveis que podem ser encontrados em pacientes em pré ou pós operatório de cirurgia torácica.
• Obesidade: causa hipóxia tecidual, (os obesos tem um consumo maior de oxigênio e uma produção maior de CO2, devido ao aumento de tecido adiposo metabolicamente ativo e também pelo aumento do trabalho dos tecidos de sustentação), há um desequilíbrio na reação ventilação-perfusão) a diminuição da complacência pulmonar pode estar associada ao acúmulo de gordura dentro e sobre as paredes do tórax, da infiltração da gordura nos músculos, das alterações posturais que dificultam a movimentação do diafragma. Aumento do tempo de eliminação no anestésico.
• Tabagismo
• Sedentarismo
• Imobilidade no leito.

 Possíveis prescrições para tais problemas: no pré operatório e pós operatório.

• Realizar mudança de decúbito a cada 2 horas. (Para a imobilidade no leito, esta prescrição ajudará na função respiratória)
• Estimular a deambulação ou Auxiliar na deambulação (se caso paciente não esteja retido ao leito).
• Manter a cabeceira elevada a 30° ou 40° (semi Fowler ou Fowler).
• Estimular tosse profunda (no pós operatório de cirurgia torácica esta prescrição também é viável quando se coloca um travesseiro pressionando o tórax do paciente no momento do estimulo da tosse para que o mesmo não sinta dor).
• Diminuir o tabagismo (Não usar os verbos evitar ou suspender, pois dão a idéia de escolha).
• Aumentar a ingestão hídrica, no mínimo 2L/ dia. (fluidificar as secreções melhorando função respiratória e hidratando o paciente)

Obs: As prescrições acima também são viáveis para ascite, exceto a prescrição de ingestão hídrica. As prescrições também servem para pneumonia.

 No pré operatório: Prioridade de manter melhor expansibilidade pulmonar. Sempre destacar os problemas apresentados pelo paciente

Se o paciente internar antes das 24 horas anteriores a cirurgia as ações efetivas serão:
● Estimular tosse profunda
● Mudança de decúbito a cada 2 horas.
● Manter cabeceira elevada 30° ou 45º (semi Fowler ou Fowler)
No pós operatório: a preocupação maior e otimizar a função respiratória.

As prescrições utilizadas no pré operatório são utilizadas acrescentando-se:

● Cuidados com a ferida operatória.
● Tosse programada (ele vai ter trocas gasosas prejudicada por conta da dificuldade de tossir devido a dor).
● Verificar coloração e temperatura das extremidades
●Verificar tipo de respiração.
● Aliviar a dor (a dor é diagnóstico de enfermagem quando altera a hemodinâmica do paciente).
● Instalar BH para manutenção do volume de líquido.

- o paciente deixa de inspirar profundamente por causa da dor.

POSSÍVEIS COMPLICAÇÕES NO PÓS OPERATÓRIO.

Arritmias : essas arritmias ocorrem entre o 2 e o 6 dia do pós operatório. O grupo de risco para arritmia em pós de cirurgia torácica são:

- Maiores de 50 anos
- Os que se submeteram a pneumonectomia ( retirada de 1 pulmão).

Angústia respiratória
Atelectesia ( colabamento pulmonar)
Pneumotórax: presença de ar na pleura

Dreno de tórax:
Fica localizado no 2º ou 3º espaço intercostal, para drenar ar ( pneumotórax)
Fica localizado no 6º ou 7º espaço intercostal para drenar líquidos ( hemotórax ou hidrotórax).

Dreno em selo d’ água: coloca-se SF 0,9% . Não colocar solução glicosada pois há grande risco de infecção.

Quanto de SF 0,9% se coloca? Coloca-se o suficiente para que o tubo central fique submerso 2cm. Marcar no frasco a marca d’água.

Respiro do sistema? Ele deve estar aberto sempre, para permitir que o ar entre e otimize a drenagem

Quando trocar o dreno? A cada 24 horas, ou quando a frasco alcançar sua capacidade máxima de drenagem (2000ml). Para pneumotórax o prazo de troca é sempre 24 horas.

Como saber se o sistema está funcionando? Quando está presente a oscilação da linha d’água a cada respiração, borbulhando só se o paciente tiver pneumotórax.

Obstrução do sistema? Quando não há oscilação da linha d’água, presença de dor e dispnéia.

O que fazer quando se suspeita de obstrução?
1- Inspecionar visualmente o sistema
2- Tentar dissolver o coágulo com ordenha (direção paciente/frasco)
3- Se a obstrução for no sistema coletor o enfermeiro pode realizar a troca (pinçar o circuito para não entrar ar).
4- Se não conseguir e a obstrução estiver no circuito do dreno deve-se chamar o cirurgião.
Quais são os cuidados com o dreno?
- Pinçar quando for trocar o sistema coletor
-NÃO pinçar o dreno quando for manipular o paciente
- O dreno deve ficar abaixo da linha do tórax.
- Quando o dreno tiver que ficar acima da linha do tórax deve-se pinçá-lo rapidamente e depois deve ser reaberto.

Tipos de dreno:
 Sistema de 1 frasco.
 Sistema de 2 frascos: utiliza-se 1 frasco para o selo d’água e o outro para realizar a coleta. O cuidado com o segundo frasco é o mesmo que se deve ter com o primeiro.
 Sistema de 3 frascos: se tem mais 1 frasco que se conecta ao segundo frasco e este terceiro é conectado ao sistema de vácuo, esse dreno é hermético ( fechado), todas as conexões são vedadas para que o vácuo chegue a pleura e realiza a aspiração. Essa aspiração não é contínua, após o tempo de aspiração esse circuito passa a ser de 2 frascos. O terceiro frasco também é preenchido com água.

2-Cirurgia cardíaca:

As principais patologias que levam a essa cirurgia são:
IAM, insuficiência mitral ou aórtica, estenose mitral ou aórtica.

 Procedimentos prévios a cirurgia cardíaca.
- Cateterismo cardíaco: inserção de um cateter nos vasos esquerdos e direitos do coração.
Cateterismo ESQUERDO: é feito a partir da artéria braquial ou femoral
Cateterismo DIREITO: punção da veia antecubital ou femoral até o átrio direito, ventrículo direito e artérias pulmonares.
Cuidados após o procedimento: realizar curativo compressivo no local do procedimento, manter paciente em repouso no leito de 2 a 6 horas com a perna reta e a cabeça elevada a 30°. Observar o local da inserção do cateter verificando se há hematomas ou hemorragias. Avaliar pulsos periféricos a cada 15 minutos na primeira hora e depois a cada 1 ou 2 horas até que eles estejam estáveis. Avaliar temperatura do membro afetado, queixas de dor, dormências e formigamentos.( são sinais de insuficiência arterial)
Possíveis complicações: Disritmias cardíacas, espasmo venoso, infecção no local da inserção, perfuração cardíaca e raramente parada cardíaca.
- Estudo eletrofisiológico: exame que diagnostica e controla disritmias graves. Funciona no nó AV ( átrio ventricular). Serve para avaliar a eficácia dos antiarrítmicos.
O procedimento é o mesmo que no cateterismo a diferença é que o cateter possui o eletrodo na ponta capaz de estimular eletricamente o músculo
Cuidados após o procedimento: monitorar rigorosamente os sinais vitais, avaliar pulso apical, monitoração do traçado ECG

About these ads

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

%d blogueiros gostam disto: